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Volkswagen terá 16 fábricas de veículos elétricos até o fim de 2022
Matthias Müller, CEO do Grupo VW (esq.) e Frank Witter, membro do conselho responsável por finanças, com o Sedric, conceito de carro autônomo, durante conferência global de imprensa

Indústria | 13/03/2018 | 18h12

Volkswagen terá 16 fábricas de veículos elétricos até o fim de 2022

Grupo prevê a produção de até 3 milhões de unidades por ano

REDAÇÃO AB

O Grupo Volkswagen anunciou que vai ampliar para 16 o número de fábricas no mundo com capacidade para produzir veículos elétricos até o fim de 2022, sendo que nove plantas já existentes serão programadas para esse fim em até dois anos. Atualmente, a companhia produz carros elétricos em três locais no mundo. Os novos rumos do grupo para a eletrificação de veículos foram apresentados pelo CEO global, Matthias Müller, durante conferência global de imprensa, realizada na terça-feira, 13, em Berlim, na Alemanha.

Os planos integram o Roadmap E, ofensiva do grupo para veículos elétricos lançada em março do ano passado e cujas diretrizes vêm sendo implementadas desde então. Seu planejamento prevê que as 11 marcas ligadas ao Grupo VW lancem 80 modelos elétricos até 2025, sendo que 50 deles serão 100% elétricos movidos a bateria, e oferecer uma versão elétrica de cada um dos 300 modelos de todas as suas marcas até 2030. Sua projeção sustenta que até lá serão produzidos 3 milhões de modelos elétricos por ano. Para 2018, a meta é lançar nove produtos eletrificados, dos quais três serão puramente elétricos, adicionando-os ao portfólio atual do grupo, que já conta com oito modelos, entre elétricos e híbridos plug-in, considerando todas as marcas.

O Roadmap E, previsto no plano estratégico da companha Together 2025, confere que serão investidos mais de € 34 bilhões em carros elétricos, bem como carros autônomos, digitalização e serviços de mobilidade até o fim de 2022.

“Nos últimos meses, conseguimos avançar em todas as etapas para implementar o ‘Roadmap E’ com a velocidade e a determinação necessárias”, disse o CEO Müller durante a conferência de imprensa em Berlim.



Para garantir que seja abastecido de forma adequada e massiva, o Grupo VW decidiu que permanecerá fora do negócio de fabricação de baterias. Neste sentido, Müller revela que a empresa já fechou acordos com fabricantes especializados na Europa e na China, cujos contratos somam o equivalente a US$ 20 bilhões.

“Construir experiência e dominar a tecnologia não implica necessariamente que desejemos iniciar a fabricação de baterias em grande escala”, disse Müller. “Esta não é uma das nossas principais competências e outros podem fazê-lo melhor do que podemos”, completou.

Dentro desta ofensiva elétrica, a marca Volkswagen está configurando a sub-marca ID para identificar seus veículos a bateria. O primeiro modelo será o hatchback Neo com lançamento previsto para 2020. Por sua vez, a Audi está se preparando para lançar já no fim deste ano o 100% elétrico E-tron, que foi mostrado ao público na semana passada durante o Salão de Genebra, palco de uma série de inovações para carros elétricos mostrados pelas marcas do grupo. Além da Audi, a Porsche mostrou o Mission E, enquanto a VW apresentou o ID Vizzion, mais um membro da família ID.

“A partir de 2019, haverá um novo veículo elétrico praticamente todos os meses”, disse Müller. “É assim que pretendemos oferecer a maior frota de veículos elétricos do mundo, em todas as marcas e regiões e em apenas alguns anos”.

Müller também indicou que a fábrica da VW em Chattanooga, no Tennessee, Estados Unidos, poderia ser uma das que devem começar a fazer veículos elétricos em 2022, mas a empresa está tomando uma postura de “esperar e ver”, disse o CEO sobre as negociações comerciais em andamento. No entanto, confirmou que os planos de terceirização da produção de baterias inclui a América do Norte, onde uma decisão com um fornecedor deve ser concluída em breve. Para os EUA, a empresa planeja oferecer quatro veículos elétricos a partir de 2020, como o crossover ID Crozz e, em 2022, o ID Buzz, com design que remete à Kombi.

O CEO fez questão de enfatizar que o avanço de tecnologias para veículos elétricos não significava que a Volkswagen estava virando as costas para os sistemas de motores convencionais. “Estamos fazendo grandes investimentos na mobilidade do futuro, mas sem negligenciar as tecnologias e veículos atuais, que continuarão a desempenhar um papel importante nas próximas décadas”, disse Müller. “Estamos colocando quase € 20 bilhões em nosso portfólio de veículos convencionais em 2018, com um total de mais de € 90 bilhões agendados nos próximos cinco anos, dos quais € 19,8 bilhões só em 2018”.



Tags: Volkswagen, carro elétrico, veículo elétrico, fábrica.

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