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Trabalho | 18/01/2019 | 19h42

Tesla vai demitir 7% de seus funcionários

Em carta aos colaboradores, companhia apontou que fez progresso, mas que seus carros ainda são caros demais

REDAÇÃO AB

Ao mesmo tempo em que começa a erguer uma enorme fábrica na China, a Tesla anuncia demissões nos Estados Unidos. Os custos de inovar sem lucratividade consistente enfim começam a pesar sobre os ombros da companhia, que vai cortar 7% de sua força de trabalho. A montadora não detalhou quantas pessoas o porcentual representa, mas estima-se que sejam mais de 2 mil colaboradores.

Segundo a Tesla, a redução é necessária para ganhar mais eficiência, cumprir o cronograma de produção do Model 3, o primeiro carro de alto volume da marca e, ainda, chegar a mais consumidores. Em comunicado, Elon Musk, o CEO da organização, apontou que 2018 foi um ano muito difícil, mas que a Tesla teve progressos importantes. Ainda assim, o executivo admitiu que os produtos da marca continuam “caros demais para a maioria das pessoas".

O corte de funcionários acontece meses depois de a companhia ter feito a maior demissão coletiva de seus 15 anos de história: em junho de 2018 foram dispensados 9% do quadro de trabalhadores da empresa em um esforço para reduzir custos e corrigir eventuais inchaços acumulados nos anos recentes de rápida expansão.

RECALL NA CHINA


Enquanto gerencia a redução de seu tamanho, a Tesla trabalha para realizar o recall de seus veículos vendidos na China. Como quase todas as fabricantes globais de veículos, os carros elétricos da companhia foram afetados pelo defeito de fabricação dos airbags produzidos pela japonesa Takata. Ao todo, 14,1 mil veículos da marca estão envolvidos no chamamento.



Tags: Tesla, demissão, funcionários.

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