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Volkswagen testará ônibus elétrico e-Flex no Brasil
Ônibus elétrico e-Flex projetado no Brasil: daqui seis meses protótipo vai encarar o transporte de passageiros de São Paulo

Tecnologia | 13/11/2018 | 16h18

Volkswagen testará ônibus elétrico e-Flex no Brasil

Protótipo apresentado em Hannover começa a rodar em seis meses nas ruas de São Paulo

SUELI REIS, AB

Após surpreender o mercado com a apresentação de seu primeiro caminhão 100% elétrico, o e-Delivery, a Volkswagen Caminhões e Ônibus inova mais uma vez ao anunciar os testes de seu primeiro ônibus elétrico, o VW e-Flex, apresentado pela primeira vez como protótipo em setembro durante o Salão de Hannover, na Alemanha. Projetado pela engenharia brasileira, o modelo é baseado na versão padrão, de 17 toneladas, que é a categoria mais vendida no País.

A informação foi confirmada pelo presidente e CEO da VWCO e membro do board do Traton Group, Roberto Cortes, na terça-feira, 13, em São Paulo, durante a apresentação dos resultados dos testes realizados com o caminhão elétrico pela Ambev.

“Nosso próximo veículo elétrico que vai estar na rua será em seis meses: o ônibus elétrico, o E-Flex, possivelmente com testes em São Paulo com um dos nossos clientes do transporte de passageiros e que já estamos conversando”, disse Cortes.



Assim como o caminhão e-Delivery que está sendo testado pela Ambev, o ônibus VW E-Flex é equipado com motor elétrico fornecido pela empresa brasileira WEG. O diferencial é que o ônibus traz um motor a combustão 1.4 turbinado flex de 150 cv de potência e que a Volkswagen produz em sua fábrica de motores de São Carlos (SP) para os modelos Golf e Audi A3 Sedan. No chassi, ele é utilizado como gerador de energia para a bateria e começa a funcionar sempre que a carga das baterias cai a 20% e desliga automaticamente quando atinge 80%.

“O ônibus é um híbrido: ele carrega a bateria com um motor de Golf, mas pode rodar 100% no modo elétrico”, completa Cortes.

O ônibus tem 35% a mais de eficiência energética do que um modelo tradicional a diesel pelo fato de também contar com sistema de recuperação de energia por frenagem. Segundo a VWCO, o fato de poder trabalhar com o dimensionamento de tanque de combustível em qualquer escala dá liberdade de definir a autonomia pelo tamanho do tanque. O motor poderá rodar tanto com gasolina quanto etanol ou ainda gás natural (GNV).

Além de conversas com potenciais clientes, Cortes disse que a VWCO também negocia com empresas que também estão engajadas em promover a mobilidade elétrica no Brasil, como a própria WEG. Ele também cita a Siemens, envolvida tanto em conversas sobre a infraestrutura para recarga dos veículos quanto em novos processos de produção para veículos elétricos que a Volkswagen deverá implementar em sua unidade de Resende (RJ), para fabricação do caminhão elétrico e-Delivery a partir de 2020.



Tags: Volkswagen, caminhões, ônibus, VWCO, ônibus elétrico, Roberto Cortes, WEG, motor elétrico.

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