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Setor automotivo busca a agilidade das startups para inovar

Parcerias | 20/09/2018 | 19h30

Setor automotivo busca a agilidade das startups para inovar

Cooperação entre gigantes da indústria e jovens negócios ganha força

CONTEÚDO APRESENTADO POR LOGIGO

Há um movimento global intenso de aproximação entre as gigantes corporações automotivas e as startups. Exemplo disso é a Toyota, que recentemente comprou participação na Grab, empresa asiática de transporte individual, e agora acaba de anunciar aporte de US$ 500 milhões na Uber. O objetivo das parcerias é testar modelos de negócios de serviços de mobilidade e desenvolver novas tecnologias, como a condução autônoma, aproveitando a agilidade dos empreendimentos mais jovens, que nascem justamente focados em criar oportunidades diferentes no mercado.

Levantamento feito pela Revista Forbes indica que 10 a 20 startups do setor automotivo surgem semanalmente em algum lugar do mundo com soluções de inteligência artificial, sensores, conectividade, novos serviços de mobilidade, direção autônoma, entre outros. É um potencial e tanto de gerar negócios com a indústria. O Brasil faz parte deste panorama e a indústria automotiva local começa a enxergar o valor deste movimento.

Um indício disso é o lançamento do programa Inova Sindipeças, em agosto, feito pela entidade que representa as fabricantes de autopeças. A iniciativa pretende acelerar a evolução da cadeia automotiva. Para isso, vai atuar em diversas frentes, incluindo o incentivo à inovação aberta, em parceria com startups. “Queremos criar um ecossistema para a indústria, apoiando empresas tradicionais para que elas se aproximem das megatendências globais”, esclarece Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças.

GANHAR VELOCIDADE COM NOVOS PARCEIROS


Antonio Azevedo, CEO da LOGIGO Automotive, aponta que, para as montadoras, a maior vantagem de trabalhar com startups é a capacidade de executar projetos mais rápido e com custo menor. “Trabalhamos em colaboração direta com o cliente. Já chegamos a validar os nossos produtos com o fornecedor internacional de uma empresa para que eles não precisassem fazer isso internamente de forma mais demorada”, conta. Fundada em 2009, a startup oferece recursos de conectividade e de geração de receitas recorrentes para as montadoras por meio de centrais multimídia e infoentretenimento. “Fazemos muito rápido: desenvolvemos e entregamos a solução em ntervalo bem mais curto do que o setor automotivo tradicional está acostumado.”

Quando a LOGIGO Automotive foi fundada, o foco estava apenas no aftermarket, na oferta de kit multimídia para o cliente nas concessionárias. “Como o nosso produto era bastante inovador e agradava o consumidor, a Toyota nos procurou e passamos a fornecer direto para a montadora, a partir de 2014”, conta. Hoje a startup entrega soluções para outras duas fabricantes, Nissan e Mitsubishi, e vê seu faturamento crescer ao ritmo de dois dígitos todos os anos.

“Estamos em cinco concorrências neste momento. É curioso porque o nosso salto veio da demanda das próprias montadoras, que não achavam no mercado algumas inovações necessárias para os seus negócios”, conta Azevedo.

AVANÇO TECNOLÓGICO


A LOGIGO Automotive hoje pensa e age como uma startup, embora já tenha se consolidado e estruturado no mercado. Para garantir eficiência, conta com time de 40 pessoas. É ali que mora a inteligência: eles detectam as tendências e identificam em quais novas tecnologias a indústria automotiva deve apostar. Desenvolvem o software e o produto e, enfim, encontram fornecedores globais para produzir o equipamento. “Nossa meta é sempre entregar algo que ainda não existe. A câmera de reconhecimento facial integrada à central multimídia, por exemplo, ninguém oferece.

O desafio é achar os parceiros certos que tenham a tecnologia que precisamos”. Com o rápido crescimento no Brasil, a empresa está trabalhando na construção de uma fábrica para a montagem local dos componentes importados necessários para as suas centrais multimídia. Outro passo importante da companhia é a abertura de um escritório no Vale do Silício, que deve começar a operar ainda em 2019.

“Lá, além de ficarmos perto de muitos talentos, inseridos no maior polo de inovação do mundo, vamos estar próximos também dos clientes, buscar contratos internacionais. Lá fora o olhar já é muito mais aberto para as novidades que propomos”, diz Antonio, destacando que a meta é conservar sempre o espírito de startup, jovem e flexível, mas ganhar a proporção de empresas tradicionais quando se trata de faturamento e número de clientes.



Tags: startup, colaboração, fornecedor, parceria.

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