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Com IPI menor, Toyota estuda baixar preço do híbrido Prius

Estratégia | 07/08/2018 | 18h41

Com IPI menor, Toyota estuda baixar preço do híbrido Prius

Empresa aponta que incentivo foi inferior ao esperado, mas que pretende repassá-lo ao consumidor

GIOVANNA RIATO, AB

Matéria atualizada no dia 9/8/2018 às 8h48

A Toyota confirmou que pretende diminuir o preço do híbrido Prius vendido no Brasil como reflexo da redução de IPI para carros eletrificados anunciada pelo governo. A partir de novembro, a alíquota recolhida por estes modelos passa a variar entre 7% e 20%, dependendo do peso e da eficiência energética. “O incentivo oferecido pelo governo foi menor do que esperávamos, mas vamos manter a posição de repassar a redução para o consumidor”, diz Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da montadora, destacando que a mudança ainda depende de estudo do impacto da mudança do imposto para o modelo.

Atualmente a companhia vende no Brasil três automóveis híbridos: o Prius e os Lexus CT 200h e LS 500h – os dois últimos têm volume ainda menor do que o da marca Toyota. O executivo prefere não estimar de quanto será o desconto nos preços dos modelos, que partem de R$ 126,6 mil no caso do Prius e chegam a salgados R$ 760 mil no sedã LS 500h. “Ainda precisamos fazer os cálculos e entender de que forma cada um dos veículos se enquadra em peso e eficiência energética”, esclarece, sem entrar em detalhes.

PRIUS FLEX PODE ENFIM CHEGAR AO MERCADO


Segundo a própria Toyota declarou em outras ocasiões, o seu modelo híbrido mais vendido recolhia 13% da IPI antes da redução anunciada pelo governo. Esta alíquota deve baixar apenas um ponto porcentual, para 12%. Diferentemente do informado antes por Automotive Business, o Prius pesa 1.400 km e, portanto, fica no limite para não pagar tributação mais alta – era a geração anterior do carro que tinha peso de 1.415 kg. O consumo energético fica em 1,15 MJ/km, conforme apontam medições do Inmetro. A versão plug-in do carro é mais pesada, com 1.550 kg. Desta forma, apesar de ser capaz de rodar mais tempo em modo elétrico, com menor quantidade de emissões, o modelo poderia ser penalizado, enquadrado em tributação mais alta.

Uma versão bicombustível do carro, que combinaria um motor flex com um elétrico, renderia à Toyota alíquota menor, de 10% no caso da versão sem recarga plug-in. A configuração, que já roda em testes no Brasil desde março deste ano, se enquadraria na tabela de 10% de IPI. De qualquer forma, defende Bastos, a intenção é tornar o modelo um pouco mais acessível para o consumidor.

ELÉTRICOS TERÃO ATÉ 15% DE PARTICIPAÇÃO NO BRASIL


Por meio de entidades como a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Bastos é um dos especialistas envolvidos no desenho do Plano Nacional de Eletromobilidade, que está em desenvolvimento no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O objetivo do projeto é criar uma estratégia para, primeiro, desenvolver ferramentas capazes de estimular o surgimento de um mercado local de veículos eletrificados e, mais tarde, dar impulso ao desenvolvimento de indústria capaz de produzir estes modelos no Brasil.

“Acredito que os veículos elétricos podem alcançar de 10% a 15% de participação no mercado nacional em cinco anos”, estima o executivo, citando que este patamar corresponderia a cerca de 300 mil emplacamentos por ano, volume o suficiente para motivar a localização da produção. Segundo ele, a marca japonesa corre para garantir espaço de destaque nesta transição tecnológica. “Na Europa os carros eletrificados têm 15% de participação, mas para a Toyota este número é bem melhor: 50% das nossas vendas na região são de automóveis com novas tecnologias de propulsão”, conta, com a ambição de reproduzir a boa performance no Brasil.



Tags: Toyota, Prius, preço, híbrido, carro elétrico, IPI, incentivo.

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