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Parcerias | 20/06/2018 | 17h23

Audi e Hyundai vão desenvolver célula de combustível para elétricos

As duas fabricantes vão trocar patentes para acelerar projeto e reduzir custos

Audi e Hyundai selaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de células de combustível – tecnologia de geração de energia a partir do hidrogênio e ar aplicada a veículos elétricos, que emite apenas vapor d’água no processo. O objetivo da aliança é trocar patentes para acelerar o lançamento de carros elétricos com gerador eletroquímico a hidrogênio e reduzir os custos, que até hoje inviabilizaram a adoção da solução em escala comercial.

O contrato de cooperação entre as empresas deverá passar pela análise e aprovação das autoridades regulatórias. Mas a intenção é levar a célula de combustível à maturidade de produção em série de forma mais rápida e eficiente, para viabilizar o lançamento comercial de modelos FCEV (Fuel Cell Electric Vehicle) a partir da próxima década. A vantagem é a autonomia: com um tanque de hidrogênio e o gerador eletroquímico, um carro elétrico com essa tecnologia pode rodar distâncias de até 600 km, igual ou superior aos automóveis que usam motor a combustão. Até agora, contudo, nenhum fabricante conseguiu viabilizar os custos de produção.

“Para o avanço dessa tecnologia sustentável de célula a combustível, a cooperação é a maneira inteligente de liderar inovações com estruturas de custos atraentes”, afirma Peter Mertens, membro do conselho de desenvolvimento técnico da Audi AG.

“Estamos confiantes que nossa parceria com a Audi demonstrará com sucesso a visão e os benefícios dos FCEVs para a sociedade global”, diz Euisun Chung, vice-presidente da Hyundai Motor Company. Desde o início desta década a fabricante coreana investe no desenvolvimento de veículos elétricos com células de combustível e já lançou uma versão do SUV ix35 equipado com a tecnologia. “Este acordo é outro exemplo do forte compromisso da Hyundai em criar um futuro mais sustentável com veículos movidos a hidrogênio, o caminho mais rápido para um mundo com emissões realmente zero.”

Longas distâncias e tempos curtos de reabastecimento tornam o hidrogênio uma fonte muito atraente de energia para a mobilidade elétrica, especialmente para equipar automóveis maiores e mais pesados com powertrain elétrico. Além de mais avanços na tecnologia, os principais aspectos para o seu sucesso no mercado futuro incluem a produção regenerativa de hidrogênio e o estabelecimento de infraestrutura de abastecimento suficiente.

Dentro do Grupo Volkswagen, a Audi AG assumiu a responsabilidade pelo desenvolvimento de geradores eletroquímicos a hidrogênio e atualmente trabalha em sua sexta geração. O Centro de Competência de Células a Combustível do Grupo está localizado na planta de Neckarsulm. A Audi trabalha com conceitos de célula a combustível há quase 20 anos. O primeiro veículo de teste foi o compacto A2H2, em 2004, seguido pelo Q5 HFC, em 2008. O A7 Sportback h-tron quattro de 2014 introduziu o sufixo “h-tron” para representar o elemento hidrogênio. O conceito h-tron quattro mais recente foi apresentado em 2016.

No início da próxima década, a Audi tem planos de apresentar seu primeiro FCEV com produção em série reduzida. Será um SUV que combinará o conforto do segmento de carros de grande porte com autonomia de longo alcance. O contrato de licença com a Hyundai já está focado no próximo estágio de desenvolvimento destinado a uma oferta de mercado mais ampla.



Tags: Audi, Hyundai, célula de combustível, hidrogênio, desenvolvimento de veículos elétricos.

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