ANÁLISE

Roberto Nasser | BIOGRAFIA

DE CARRO POR AÍ

Nova picape GM e mais


Empresa monta novos planos para mercados emergentes


A GM acabou de delinear novo plano para mercados em desenvolvimento – os com maior expectativa de expansão e lucros: Índia, Sudeste Asiático, América Latina.

É projeto de sobrevivência para a GM, criando uma nova picape e muito mais. Internamente chamam-na GEM 2, indicando utilizar plataforma global para mercados emergentes, como era plano da companhia. Também faz parte da estratégia a entrada da chinesa SAIC nos negócios, através de joint-venture, em associação para atuar no mercado indiano. Incentivos e facilidades são oferecidos pelo governo indiano para tornar seu mercado o terceiro do mundo em quatro anos.

A GM decidira sair da Índia após pífia participação no mercado, e a associação permitirá produzir para exportar, em especial para México e América do Sul. Operação de valor impreciso, nele agregado o US$ 1B anunciado em 2016 para expandir a operação indiana.

Coreia é outra base de produção da nova picape– exportando para EUA, Sudeste Ásia, Austrália e Paquistão. Na América Latina o Brasil a fará para consumo interno e exportação continental.

Nova plataforma supera os projetos E-Car e Ambar, para substituir os carros de base na América Latina, e a sociedade com os chineses, com produção na China e Índia, busca reduzir custos, criar sinergia, economia de escala, fornecedores e processos de marketing e pós-venda.

Na América Latina, mudará o atual leque de produtos – Prisma, Onix, Sonic, Cobalt, Spin, um utilitário esportivo, e a novidade de uma picape. A operação GM/SAIC pelo projeto GEM 2 quer vender 2 milhões de unidades/ano.

O que vem
No Brasil a GM produzirá a nova picape entre a atual Montana e a linha maior, S10. Morfologia focará os participantes do novo segmento, Renault Oroch e a líder Fiat Toro, a mais vendida do país. A nova GM, com chegada prevista ao final de 2019, terá tração dianteira e opção 4x4. Dado importante, pelo projeto Brasil também fará nova família de motores de três cilindros, versões aspirada e turbo.

MERCEDES AJUSTA GLA PARA CRESCER VENDAS


Mercedes GLA

Nas modificações em sua linha de caminhões, empresa resume: “As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve”. No caso dos automóveis feitos no Brasil, C e GLA, caminho assemelhado: “Mercado fala, Mercedes ouve”. Daí, para aproveitar previsão de aumento de consumo, Mercedes ajusta o GLA para crescer vendas. Automóvel feito em Iracemápolis, SP, ao lado do Classe C, sofreu pequenos ajustes em seus pontos de relevo, como o design frontal enfatizando o caráter de robustez do modelo.

Nova grade com aberturas retangulares, inspirada no GLS, maior da marca, novos para-choques com tomadas para refrigeração, suspensão antes adotada na versão 250 elevou a altura livre do solo em 30 mm sugerindo visual offroad. No grupo óptico buscou-se eficiência pela substituição dos faróis a xênon por outros com iluminação em LEDs. Na traseira, novo para-choques, e grandes lanternas com tecnologia Stardust, aproveitada dos automóveis Classe E.

Trato interno, nova tela delgada, instrumentação com ponteiros vermelhos, itens cromados, novos botões.

Mecanicamente, mantido o motor 1.600 cm3,156 cv, 250 Nm, Flex nas versões 200. Na 250, cilindrada maior, 2.000 cm3, 211 cv, 350 Nm, e topo da linha, o AMG 45 Matic exuda 381 cv e 475 Nm, pelo motor dois litros mais potente do mundo. Para mantê-lo no solo, tratamento de suspensão, freios e direção pela AMG. Em todos o câmbio de duas embreagens e 7 marchas.

Muita eletrônica pró-segurança: assistente de curvas; detector de sono; luzes de freio piscando em pulsos nas frenagens de emergência; sistemas Hold para facilitar saídas em subida; de pré-carregamento dos freios em caso de chuva; o estacionador automático sem acionar o volante.

Já à venda. Versão com o mínimo a esperar num Mercedes é a Advance.

Quanto custa o GLA
• 200ffStyle – R$ 158.900
• 200ffAdvance – R$ 175.900
• 200ffEnduro– R$ 203.900
• 250Sport – R$ 232.900
• Mercedes-AMG GLA 45 4MATIC – 359.900

ZERO-KM. QUAL O MELHOR FINANCIAMENTO?

Se você quer financiar a compra de seu novo veículo leve zero-km, uma observação da associação de compradores Proteste será do seu interesse. Qual o melhor financiamento para o zero-km? Talvez após fazer contas e comparações você saberá a melhor escolha e, ante possível economia, se pode buscar produto superior. Um estudo de campo em praças e bancos diferentes, indicou diferenças de até R$ 4.500 nos juros de financiamentos sobre veículos ditos populares. A Proteste lista alguns cuidados:

Medida própria – Antes da compra, simule: quanto o custo da prestação influirá no seu orçamento? E o custo operacional, o combustível, as revisões, os impostos, seguro, estacionamentos? Que valor você pode suportar sem sacrifícios?

Entrada maior – Quanto mais elevado o porcentual pago à vista, maiores as facilidades para negociar o saldo com descontos nas parcelas. Se você for financiar diretamente no seu banco, sem a intermediação do concessionário, quando o valor for depositado em sua conta, pesquise e vá ao revendedor para negociar redução de preço e pagá-lo à vista.

Taxa Zero – Desconfie de tal oferta. É inexistente, e os custos com certeza estarão embutidos em algum lugar desconhecido – como o preço sem desconto.

Confira o CET – Sigla significa Custo Efetivo Total. Despreze a informação do porcentual da taxa de juros, calcule o valor da prestação em diferentes bancos. Pode variar muitíssimo e é a sua referência para chegar ao valor das prestações. O CET é fator fundamental para aumentar ou reduzir o custo das prestações.

RODA-A-RODA

De volta – Em terceira tentativa a marca coreana SsangYong voltará ao Brasil. Desta vez representada pela JLJ, empresa da cidade de Salto, SP, responsável pela vinda das chinesas Chery – depois assumida pela controladora – e Rely.

Breve – Atuação deverá ser divulgada em setembro, e desta vez o leque de produtos, anteriormente dedicados a picapes e utilitários esportivo, será reduzido. Iniciará com utilitário esportivo Tivoli.


Tivoli marcará retorno SsangYong ao Brasil

Turma – 4,19m de comprimento, motor 1,6 litro, produz 127 cv e torque de 160 Nm, câmbio manual ou automático, seis velocidades. Dimensões cuidadas, pouco menor ante o recém apresentado JAC T 40, Ford EcoSport... Mais um no pululante segmento de utilitários esportivos.

E? – Vendas em 2018, quando do vigor de nova regra para o setor, a Rota 2030. Por ela o setor poderá importar sem o inexplicável ônus de 30 pontos percentuais calculados sobre o IPI.

Mercado – Sem adicional de imposto não se espere um galope de vendas de carros importados. Porta voz da Kia, maior no setor, é contido no pensar. Avalia, o primeiro ano será de suave crescimento.

Negócio – Com a assinatura de termo comercial entre a Colômbia e o Mercosul, Toyota Brasil iniciará exportar para o vizinho. Por enquanto Corollas brasileiros, substituindo os automóveis exportados pelos EUA. De ora em diante o abastecimento do mercado será feito pela Toyota do Brasil, parte do projeto da expansão regional da marca pelo continente.

Efeito Ônix – Avaliação informal quanto a conectividade ser pilar principal da liderança de vendas pelo Chevrolet Ônix instou Ford em aplicar a central multimídia SYNC3 em tela de 17 cm na linha 2017 do Fiesta Sedan. Curiosamente, modelo 2017.

Mais – Motores Sigma L4 1,6 litro, 128 cv, transmissão mecânica de cinco velocidades ou a problemática Powershift. Versão de entrada SEL a R$ 66.500 inclui ar digital, direção elétrica, rodas 15”em liga leve, alarme volumétrico, sensor de ré, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e computador de bordo – sem o SYNC 3.

Exceção – Fiat retirou motor 1,6 litro do Grand Siena e padronizou aplicação de 1,4 litro. Criou exceção: motor maior mantém-se nos carros destinados a taxi.

De volta – Mesma marca, depois de fazer razia na lista de produtos, deixando vagos e ociosos os salões dos revendedores – e estes insatisfeitos pela falta de variedade de modelos – fará experiência com o pequeno 500.

Teste – Reinicia importá-lo do México, portando pequenas mudanças nos para-choques apenas para caracterizar nova série. Versão básica: motor 1.4 sem cabeçote Multi Air, e sem transmissão automatizada Dualogic. Revendedores dizem preço em torno de R$ 55 mil. Encomenda inicial é de 400 unidades para sentir mercado.

Revisão – Yamaha reedita sua motoneta NMAX 160: novas cores e itens diferenciativos como o sistema de variação na abertura de válvulas, freios a disco nas duas rodas, instrumentação digital. Preço? R$ 11.700 + frete.

Frustração – Colecionadores de Dodges estão frustrados. A maior representante midiática da marca, a futura PGR Raquel Dodge, com a visita noturna e soturna ao presidente da República, ao repetir Joesley Batista, já começou falhando no ato e engasgando na explicação.

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