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Opinião | Mario Guitti |

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Mario Guitti

07/03/2012

O avanço da certificação no setor automotivo

Há uma constante evolução da qualidade na indústria

Nos últimos anos, temos assistido a uma constante evolução da qualidade na indústria automotiva, que inclui as montadoras e os fabricantes de autopeças. Este tem sido um exercício interessante pois, ao mesmo tempo em que os produtos ganham qualidade, apresentam custos menores e tornam-se mais rentáveis.

Como toda evolução, alguns prazos precisam ser respeitados. Já se passaram mais de 15 anos desde que o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva foi fundado. Só agora, no entanto, percebemos avanços significativos, como a recente aprovação do RAC de componentes automotivos (portaria do Inmetro nº 301 de 21/07/2011), que estipula a certificação compulsória de diversos componentes automotivos para serem comercializados no aftermarket.

Este é um processo de amadurecimento do mercado brasileiro, que começou com a certificação de produtos como pneus, rodas, vidros, capacetes de motocicletas, cilindros de GNV, líquidos de freios, veículos acessíveis, entre outros.

Agora, teremos ainda componentes como amortecedores, bombas de combustível, buzinas, pistões, pinos e anéis de trava, anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas automotivas. Vamos acompanhar no Inmetro o desenvolvimento deste processo para as outras autopeças que fazem parte do sistema de segurança veicular, como pastilhas, discos e tambores de freios e sistema de direção.

A certificação de autopeças é um investimento na qualidade de vida da população, que passa a contar com produtos de que atendem a níveis padronizados por normas, que são elaboradas por especialistas em cada componente. Isso evita o uso de produtos de procedência duvidosa, resguarda o mercado nacional do ataque indiscriminado dos importados, que nem sempre oferecem qualidade, apenas preço.

Mesmo a passos lentos, a certificação no setor automotivo caminha na direção certa. Poderia ser mais rápido? Sim, poderia. Isso ajudaria diversas empresas a melhorar os produtos e também os processos. O maior beneficiado no fim das contas é o consumidor final.

As montadoras são excelentes exemplos de consumidores exigentes. No processo de seleção de fornecedores, as fabricantes buscam apenas aqueles que passam nos critérios e requisitos internos. Não compram de qualquer um.

Neste cenário, o IQA desempenha interessante papel, pois está fora dos processos de produção e comercialização. Como organismo certificador acreditado pelo Inmetro, a entidade atua com avaliador, sem opinar, sugerir ou criticar. Isso garante isenção na auditoria, para apontar fragilidades e pontos a serem melhorados.

Vale lembrar que, ao investir na qualidade do produto, a indústria brasileira de autopeças ganha competitividade internacional. Já somos o quarto maior mercado de automóveis do mundo e por isso estamos na mira dos investidores. Com certeza a concorrência vai aumentar e esta é uma oportunidade única, pois podemos aproveitá-la para ganhar mais competitividade. O caminho é a qualidade.

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