ANÁLISE

Indústria

Engenharia da qualidade ao alcance de todos


Uma praxe dos momentos de crise é reduzir investimentos em treinamentos


Uma praxe dos momentos de crise é reduzir investimentos em comunicação e treinamentos, considerados menos prioritários dentro do core business das indústrias de bens de consumo. Mas, enquanto a crise europeia não se reflete com força no mercado nacional (e esperamos que isso não ocorra), o que devemos fazer?

Os otimistas dizem que as crises são passageiras e enfrentam esses períodos sem desespero, com planejamento e criatividade para fazer o mesmo com menos ou até mais com menos. Já os pessimistas, encaram os bons momentos como transitórios e tentam se aproveitar ao máximo deles, acreditando que uma nova crise surgirá em breve. Ambos estão certos e errados ao mesmo tempo.

A oscilação de mercado é normal. Uma hora está tudo bem e, de repente, o cenário piora. É possível minimizar os efeitos dos maus períodos, porém, para isso, é preciso uma nova mentalidade, esquecendo aquela história de que ‘em time que está ganhando não se mexe’. Mexe, sim, para melhorar.

Sou defensor do investimento contínuo em educação, formação específica e atualização profissional. Tenho batido forte neste tema, pois vivemos um período em que o capital humano tem se tornado escasso. Já faz tempo falamos de falta de engenheiros para a indústria.

Não se faz um engenheiro da noite para o dia, mas é possível melhorar a produtividade dos que já estão no mercado, com pequenos investimentos em treinamentos focados. Há ainda algumas especializações para quem não dispõe de formação universitária, mas apenas em cursos específicos, como é o caso do tema qualidade.

Tempos atrás, qualidade só se aprendia na prática, mas isso agora mudou. Já existem centenas de milhares de casos de sucessos como exemplos de ferramentas que, quando aplicadas corretamente, aumentam a produtividade e reduzem os custos. Nós, do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, nos empenhamos para isso, e formatamos treinamentos específicos para desenvolver nos técnicos e engenheiros automotivos especializações quando o assunto é qualidade.

Em pouco tempo desenvolvemos diversos casos de sucesso. Um deles foram os cursos de Formação EQF – Especialista em Qualidade de Fornecedores, apresentados em 2011, com público acima do esperado. Um bom sinal, pois demonstra maturidade do mercado, que começa a enxergar a cadeia produtiva como um todo.

O curso de Formação EQF é um treinamento de especialização profissional que amplia o campo de visão para a busca de soluções para os problemas das empresas, quando o assunto é qualidade. Não se limita ao setor automotivo, embora tenha ênfase nele, o que faz com que o valor profissional aumente relativamente.

Outro case foram os treinamentos em VDA 6.3, que também lançamos em 2011, com total respaldo da VDA-QMC, da Alemanha, pois o IQA é o representante oficial da VDA no Brasil. Este foi um investimento que fizemos por sentirmos que o mercado precisava ampliar conhecimentos sobre as normas VDA, simplesmente porque quem não os tiver, não trabalhará mais com as empresas alemãs no setor automotivo. Em 2011, tivemos um bom público, e agora, este ano, nos preparamos para receber mais profissionais interessados.

  A novidade para 2012 é o novo treinamento em Seis Sigma que o IQA acaba de desenvolver. O programa terá foco no setor automotivo e será ministrado em turmas abertas. A novidade é a possibilidade não apenas de formação, mas a certificação do profissional por meio do instituto. Durante o treinamento o participante desenvolverá em paralelo seu projeto, garantindo o máximo de resultado.

Assim, a nossa aposta para 2012 é que todos sejam otimistas e estejam preparados para uma eventual crise. O melhor remédio contra crise é o investimento em especialização da mão de obra, pois quanto mais se busca a melhoria contínua dos processos e produtos, mais distante ficam os maus períodos.

Comentários: 1
 

Régis Souza
08/08/2012 | 23h20
É preciso um apoio do IQA no RS para a realização do treinamento de EQF. A descentralização da indústria automotiva já é realidade porém os institutos e centros de formação insistem em divulgar treinamentos somente no sudeste (SP, MG) é preciso migrar para outros centros (RS, PR, nordeste, etc) há necessidade da formação de mão-de-obra nessas regiões. Atc. Régis

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