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Opinião | Mario Guitti |

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Mario Guitti

29/08/2011

A proteção que vem da qualidade

Certificação de componentes automotivos é uma ferramenta para o bem estar social

No final do mês passado, o Inmetro finalmente publicou o RAC (Requisito de Avaliação da Conformidade) para a certificação compulsória de nove componentes automotivos: amortecedores de suspensão, bombas elétricas de combustível para veículos ciclo Otto, buzinas, pistões, pinos e anéis de travas (retenção), anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas. Que boa notícia!

Temos que comemorar este avanço, ainda que tarde. A certificação compulsória de componentes automotivos ligados à segurança veicular é uma necessidade para a sobrevivência da indústria nacional ante a concorrência dos produtos oriundos de países onde o custo de produção é menor do que o nosso, tal como a China.

Além disso, a certificação é uma ferramenta para o bem estar social, pois não podemos mais permitir que produtos sem nenhum tipo de critério sejam oferecidos aos nossos consumidores. O consumidor tem todo o direito de escolher o produto mais barato da prateleira, porém nós, como responsáveis técnicos, não podemos deixar que ele escolha algo prejudicial à própria segurança, assim como a da família.

A proteção que vem da qualidade é nossa responsabilidade. É um excelente negócio para as pessoas de bem, pois ajuda a preservar o que temos de mais importante: a vida. É uma ferramenta de proteção contra os inescrupulosos e gananciosos que só visam o lucro a qualquer preço, e que não se importam com o consumidor.

É preciso ressaltar que a certificação compulsória de peças automotivas não chega a afetar os custos na produção de um veículo, pois visa principalmente o mercado de reposição. Uma vez que a indústria sente a necessidade de certificar o produto, o faz para a linha toda, independente de se posteriormente tem como destino abastecer a linha de produção ou o mercado de reposição.

Além disso, a maioria das montadoras conta com padrões de qualidade que muitas vezes são superiores às normas utilizadas nas certificações. A explicação para isso é que as normas têm como papel principal garantir um padrão básico de qualidade na produção da peça para que ela tenha o desempenho desejado e ofereça segurança ao consumidor. São, em resumo, requisitos básicos.

Assim, a certificação compulsória é bem vinda, pois protege o consumidor e o nosso mercado. Este assunto esteve estagnado por anos e agora volta à tona. Como organismo de certificação, estamos à disposição para esclarecer qualquer tipo de dúvida a respeito. Temos foco e conhecimento específico para auxiliar as empresas interessadas em investir em qualidade. Afinal, fomos criados para isso.

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