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Opinião | Fernando Calmon |

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Fernando Calmon

04/09/2009

Como diminuir o estresse com o câmbio automático

Um dos componentes que aumenta o conforto de dirigir é o câmbio automático. No entanto, muitos motoristas, aqui e na Europa, por razões culturais e de custo preferem utilizar o eficiente câmbio manual tradicional. Também há deméritos no automático comum: é caro, diminui o desempenho em acelerações e aumenta o consumo de combustível.

Existem três tipos principais de câmbio, capazes de livrar o motorista do incômodo no dia a dia. O mais antigo e utilizado é o de engrenagens epicicloidais e conversor de torque. Evoluiu bastante tecnicamente, nos últimos anos, graças à eletrônica, ao bloqueio de deslizamentos, à suavidade na troca de marchas e ao controle sequencial. Melhorou no quesito consumo, mas seu preço ainda incomoda.

O câmbio CVT (em inglês, Transmissão Continuamente Variável) não utiliza engrenagens e sim uma correia que varia de forma infinita as reduções por meio de duas polias cônicas internas. Ganha-se em consumo e custo (em motores de menor cilindrada), mas a sensação ao dirigir foge ao habitual. Poucas marcas apostaram nessa opção e quase todas desistiram.

O terceiro tipo é o ideal. Um câmbio manual automatizado com duas embreagens internas e controle sequencial. Tem todas as vantagens do automático, sem as suas desvantagens. Proporciona troca de marchas extremamente rápida (sem perdas mecânicas), enquanto consumo e desempenho são melhorados. O maior problema centra-se no custo, por razões de escala de produção. Há pesados investimentos, nos EUA e Japão especialmente, já feitos no automático convencional, dificultando a substituição imediata.

O mercado nacional, aos poucos, vem aceitando migrar do câmbio manual. Entre 2000 e 2008, a participação dos automáticos subiu de 2% para 7% entre os automóveis produzidos no Brasil e Argentina. O percentual sobe ao considerar todos os importados de preço médio e superior – nestes o índice vai a quase 100%.

Solução interessante para o comprador brasileiro é o manual sequencial robotizado. Trata-se de um tipo de automatização externa à caixa de câmbio que preserva o mecanismo interno, elimina o pedal de embreagem, utiliza atuadores eletro-hidráulicos de grande precisão e gerenciamento eletrônico dos engates. Custa cerca de 50% menos que o automático convencional.

Meriva, Stilo, Linea e, agora, a linha de compactos da Fiat já oferecem esse equipamento. A Volkswagen acaba de entrar no time com o Polo (sedã e hatch). À exceção do Chevrolet, que utiliza sistema Luk (importado), os demais aproveitam o conjunto da Magneti Marelli fabricado aqui.

No Polo, a fábrica avançou ao melhorar os tempos de troca de marcha e, ao mesmo tempo, a suavidade. A fim de controlar os movimentos de cabeça dos ocupantes para frente e para atrás, optou por solução simples e eficaz. Diminuiu o “salto” entre as marchas ao reduzir as relações de segunda, terceira e quarta, aproximado-as numericamente. Mesmo quando se escolhe, por meio de um botão, a programação de troca esportiva, o efeito de balanço de cabeça é menos percebido.

Opcionalmente, o Polo vem com aletas atrás do volante para engate manual e sequencial das marchas, além da atuação na alavanca do câmbio, se desejada. Desempenho se mantém e atende quem deseja ter o carro sob controle direto e sofrer menos estresse no para-e-anda do trânsito. O consumo de combustível não aumenta e até pode diminuir em relação ao câmbio manual comum.

Um dos componentes que aumenta o conforto de dirigir é o câmbio automático. No entanto, muitos motoristas, aqui e na Europa, por razões culturais e de custo preferem utilizar o eficiente câmbio manual tradicional. Também há deméritos no automático comum: é caro, diminui o desempenho em acelerações e aumenta o consumo de combustível.

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O câmbio CVT (em inglês, Transmissão Continuamente Variável) não utiliza engrenagens e sim uma correia que varia de forma infinita as reduções por meio de duas polias cônicas internas. Ganha-se em consumo e custo (em motores de menor cilindrada), mas a sensação ao dirigir foge ao habitual. Poucas marcas apostaram nessa opção e quase todas desistiram.

O terceiro tipo é o ideal. Um câmbio manual automatizado com duas embreagens internas e controle sequencial. Tem todas as vantagens do automático, sem as suas desvantagens. Proporciona troca de marchas extremamente rápida (sem perdas mecânicas), enquanto consumo e desempenho são melhorados. O maior problema centra-se no custo, por razões de escala de produção. Há pesados investimentos, nos EUA e Japão especialmente, já feitos no automático convencional, dificultando a substituição imediata.

O mercado nacional, aos poucos, vem aceitando migrar do câmbio manual. Entre 2000 e 2008, a participação dos automáticos subiu de 2% para 7% entre os automóveis produzidos no Brasil e Argentina. O percentual sobe ao considerar todos os importados de preço médio e superior – nestes o índice vai a quase 100%.

Solução interessante para o comprador brasileiro é o manual sequencial robotizado. Trata-se de um tipo de automatização externa à caixa de câmbio que preserva o mecanismo interno, elimina o pedal de embreagem, utiliza atuadores eletro-hidráulicos de grande precisão e gerenciamento eletrônico dos engates. Custa cerca de 50% menos que o automático convencional.

Meriva, Stilo, Linea e, agora, a linha de compactos da Fiat já oferecem esse equipamento. A Volkswagen acaba de entrar no time com o Polo (sedã e hatch). À exceção do Chevrolet, que utiliza sistema Luk (importado), os demais aproveitam o conjunto da Magneti Marelli fabricado aqui.

No Polo, a fábrica avançou ao melhorar os tempos de troca de marcha e, ao mesmo tempo, a suavidade. A fim de controlar os movimentos de cabeça dos ocupantes para frente e para atrás, optou por solução simples e eficaz. Diminuiu o “salto” entre as marchas ao reduzir as relações de segunda, terceira e quarta, aproximado-as numericamente. Mesmo quando se escolhe, por meio de um botão, a programação de troca esportiva, o efeito de balanço de cabeça é menos percebido.

Opcionalmente, o Polo vem com aletas atrás do volante para engate manual e sequencial das marchas, além da atuação na alavanca do câmbio, se desejada. Desempenho se mantém e atende quem deseja ter o carro sob controle direto e sofrer menos estresse no para-e-anda do trânsito. O consumo de combustível não aumenta e até pode diminuir em relação ao câmbio manual comum.

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