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Opinião | Francisco Sarkis |

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Francisco Sarkis

06/02/2020

Para começar a entender o ano de 2020

Corre o risco de ser sucateado como ser humano quem não compreende o que vem acontecendo

Os experts resolveram apelidar o mundo de Vuca, sigla formada pelas iniciais em inglês das palavras volátil, incerto, complexo e ambíguo. E por não entender o que está acontecendo, a gente ouve coisas como “é preciso sair da caixa”, “é preciso inovar”, ... enfim, a turma fica gastando postits sem compreender o que está acontecendo e sem visão competitiva da coisa. Por competitivo entenda conquistar, manter ou rentabilizar clientes.

A gente acaba se perdendo ao admirar as inovações tecnológicas e não compreende a real mudança que o digital tem trazido para a vida de todos nós. O problema é que o custo de seguir adiante sem compreender o que está acontecendo é muito alto.

Às vezes nem dá tempo de voltar. Isso significa que o objetivo de entender a transformação que estamos vivendo é para nos mantermos no jogo, que o sucesso e o resultado do trabalho durem o maior tempo possível. Tem mais: entender esse mundo é um caminho para não acabar sendo sucateado, em especial, como ser humano.

Afinal, seremos substituídos pelos robôs. Certo? Só que não! A cultura do digital é mais do que tecnologia e tem a ver como entender a realidade na qual estamos inseridos.

RUPTURA DE TEMPO E LUGAR DOS NEGÓCIOS


O mercado tem enxergado a digitalização de processos, que é a mais visível, óbvia e não demanda adaptações mais disruptivas. Entre elas temos os carros autônomos, caixas eletrônicos e os sistemas de reserva e compra de ingressos pela web, para citar alguns exemplos. Nesses casos, a mudança vem da automação dos processos, que ganharam eficiência pelos celulares, aplicativos e Bots.

Porém, a mais impactante e que permite mais oportunidades de novos negócios é a transformação de pessoas. Aqui, a gestão se dá por um algoritmo que passa a controlar o ecossistema de negócios. No caso dos aplicativos de mobilidade, por exemplo, os melhores motoristas são escolhidos pela avaliação dos clientes a partir das avaliações das estrelas.

Não existe um gerente de treinamento nem gerente de equipe da frota de veículos. Um curador do negócio é responsável, portanto, para calibrar que o algoritmo faça sentido para os clientes.

Note que aqui estamos tratando de ampliar a quantidade de decisões/autonomia (que precisam ser tomadas/realizadas) e de quantas pessoas participarão dessa decisão em qualquer processo. Assim, o grande desafio para a próxima década é a adoção e disseminação deste novo processo de gestão de negócios, em especial para as organizações tradicionais, pois a mudança é disruptiva na forma de comando e controle dos produtos, serviços e pessoas.

Não temos continuidade, mas uma disruptiva ruptura. Sem gerente, sem chefe, enfim, sem centralização de poder. Esta é a novidade que a transformação digital trouxe para o mundo dos negócios e para as pessoas: descentralizar para uma quantidade maior de decisores. E como você já ouviu falar, conhecimento é poder. Conhecimento descentralizado empodera mais gente. É assim que os consumidores continuarão ganhando cada vez mais poder além do que já têm atualmente.

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