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Opinião | Silvia Zwi |

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Silvia Zwi

23/07/2018

Como desenvolver autoconfiança nas mulheres da empresa

Colocar em prática iniciativas que as encoraje e amplie seu leque de competências pode ajudar no processo

Que vivemos em um mercado predominantemente masculino, já sabemos. O que não sabemos ao certo, ainda, é quanto tempo levaremos para conquistar a igualdade definitiva de gêneros em todos os setores do mercado de trabalho. Oferecer um ambiente favorável que estimule provocações saudáveis de carreira e promova desenvolvimento é um excelente gerador de autoconfiança, algo que precisa ser especialmente trabalhado em nós mulheres nessa luta pela igualdade.

A autoconfiança continua sendo um fator primordial para conseguirmos nosso devido e merecido espaço e reflexões sobre esse tema vêm sendo feitas ao longo dos anos. O bestseller “Nice Girls Don't Get the Corner Office”, escrito em 2004 por Louis Frankel, colocava as mulheres em desvantagem no mercado de trabalho por causa de suas características naturais. Entretanto, felizmente hoje falamos nas vantagens que a diversidade de gêneros (assim como todas as demais) traz ao mundo corporativo, levando as mulheres a ocupar cada vez mais espaço nas áreas tradicionalmente masculinas.

Em uma obra mais recente que revoluciona a discussão sobre as mulheres no mundo do trabalho, “Lean In”, Sheryl Sandberg nos desafia a inverter a reflexão sobre o que as mulheres não podem fazer para o que podem fazer e serve como um grito de guerra para que trabalhemos juntas para criar um mundo mais igualitário. Ela nos encoraja a sonhar alto, assumir riscos e nos lançar em busca de nossos objetivos sem medo. Para tudo isso precisamos de autoconfiança.

Mas como reduzir a insegurança das mulheres nas empresas? Iniciativas que as encorajem e abram novas portas contribuem muito para isso. Uma prática transferível e que confirma essa linha é o Female Rotation. Nesse programa oferecemos para as participantes experiências em áreas diferentes das que atuam, com foco em operações, engenharia e supply chain. Durante um ano, as profissionais passam a dedicar 20% do seu tempo semanal para desenvolver um novo projeto com autonomia. Sem qualquer investimento financeiro, apenas com a dedicação de tempo dos envolvidos, conseguimos demonstrar o potencial e capacidade feminina nesses ambientes e semear o interesse das mulheres em atuar em áreas diferentes, viabilizando movimentos de carreira que antes seriam impossíveis.

Vale destacar que esse não é um processo de gestão de desempenho, mas uma iniciativa que visa ampliar o leque de competências e a versatilidade de mulheres, desmistificando eventuais preconceitos relacionados a áreas “masculinas” e “femininas”. Com isso, naturalmente, empoderamos nossos talentos femininos, mostrando o quanto elas são capazes de contribuir, significativamente, com todas as suas virtudes para o sucesso da companhia em que trabalham.

Silvia Zwi é diretora de Recursos Humanos na Eaton para Américas do Sul e Central. Com experiência anterior na CPFL Energia, também passou por empresas como Organizações Globo, BP, International Paper e Renault. É graduada em Educação pela Unicamp com pós-graduações pela Universidade de Manchester, Inglaterra, na Universidade de Haifa, Israel, e pela FGV-SP.

Este artigo foi publicado originalmente no site do projeto Presença Feminina no Setor Automotivo, iniciativa que visa gerar conhecimento e estimular a participação da mulher nesta indústria.

Comentários

  • LucioEsteves Jr

    Excelenteartigo.

  • CarlosMoraes

    Muitobom artigo , as mulheres também devem unir para a melhora deste país , juntas , com certeza , produzirão muito mais frutos , que até hoje foi feito.

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