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Opinião | Roberto Nasser |

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Roberto Nasser

16/03/2018

Citroën C4 Lounge, sob medida

Marca reestiliza sedã feito na Argentina em busca de mais clientes no Brasil

Citroën foi a campo para entender as vendas desproporcionais de seu modelo C4 Lounge feito na Argentina. Difícil concordar com a falta de competitividade do automóvel em seu segmento, quando olhadas suas linhas e sentidas suas características. O automóvel é bem arrumado visualmente, confortável para sentar e para o rolar, ótimo rendimento com o motor 1.6 THP, T de turbo, desenvolvido em sociedade finalmente assumida com a BMW. Preço muito bom, vendas baixas.

Pesquisas indicaram o óbvio para as marcas francesas: falta de confiança. Então a marca centrou em processos de envolvimento com o usuário, serviços bem pensados, facilidades, visando apagar esta impressão. Outras constatações foram a necessidade de atender às modas sino-sul-americanas – as mudanças foram desenvolvidas por equipe com franceses, chineses, latinos, brasileiros. Nestas avultam a conectividade, atendida por implementação nos sistemas de comunicação; design, bem marcado com a mudança da frente, do grupo óptico frontal e traseiro, das mudanças no visual e na eficiência da iluminação com luzes e assinatura visual em LEDs. Em estilo, pelo visto as equipes de olhos puxados tiveram prevalência: o carro tem uns traços coreanos.

Na prática, aparência elaborada, espaço interno, uso agradável, tecnologia de comunicação, bom preço, três versões de decoração, todas equipadas em nível superior, serviços para facilitar a vida do proprietário. Espera-se, decole.

Quanto custa

• C4 Lounge Live (PcD): R$ 69.990
• C4 Lounge Feel: R$ 93.220
• C4 Lounge Shine: R$ 102.970

Ambas as versões superiores têm revestimento de bancos em couro, rodas em liga leve. A inferior destina-se a pessoas com deficiência e o preço indica o desconto legal. É a única com revestimento em tecido.


Citroën C4 Lounge, revisto, melhora

RODA-A- RODA



MULTI – Ford iniciou fazer o EcoSport no Vietnã, sexto país a produzir o modelo, global assinalador de mercados primários em ascensão. Opção de motor 1.0 EcoBoost – maneira da companhia indicar uso de turbo –, ou 1,5 litro, três cilindros, transmissão manual de cinco velocidades ou automática com seis.

TAMBÉM – Grupo PSA associou-se ao governo da Namíbia para produzir veículos Opel GrandiantX e Peugeot 3008 a partir de agosto deste ano. Coisa pouca, 5.000 unidades/ano em 2020, mas importante para a marca ao ampliar sua internacionalização. PSA manteve a marca Opel após comprá-la à GM.

MELHOR – Toyota incrementou Etios 2019, seu primeiro degrau da marca no Brasil. Agregou, antes de ser tornado obrigatório, o controle de estabilidade e tração e, como item de conforto condutivo, o assistente de partida em rampa.

MAIS – Criou versão inicial, simplória, economizando na composição, a X Std (de standard, termo inglês, antes identificando padrão, agora simplificação), para vendas diretas, a frotistas ou governo.

COMO – Para identificar a modelia, visualmente moldura preta na grade frontal. Mercadologicamente, cada versão está melhor caracterizada em preços, abrindo o leque com o Std duas portas, motor 1.3, transmissão manual, em R$ 47.270, fechando-o, após 13 versões, com o 1.5, 16V, sedã, automático a R$ 67.320.

MISTURA – Governo federal quer liberdade para aumentar a mistura de álcool anidro à gasolina em proporção ao seu gosto. Há arrepios na equipe econômica por significar queda de arrecadação.

RUSSOS – Jogada bem estruturada, interessa aos produtores de álcool, e é interessante a coincidência de surgir num ano eleitoral. Mas falta combinar conosco, os russos. Qual o iluminado advogado ou economista, funcionário do governo, que garante a mistura como produtiva aos motores?

FÍSICA – Os motores endotérmicos, os com ignição por velas, foram transformados em Flex. E como em física não há milagre ou decreto, não rendem idealmente, seja com as misturas gasálcool a 25%, seja com álcool e um pouquinho de água – como disse o Sérgio Habib, importador da JAC, o motor flex é um pato: nem anda nem voa bem.

QUESTÃO – Aumentar a adição de álcool não significa melhorar o rendimento, pois a partir de 20% de adição a energia não é aproveitada pelo motor, ou seja, gera aumento de consumo sem gerar energia adicional. Na prática o consumidor paga pelo que não recebe, e o usineiro sorri.

TRAVA – A defesa para os milhões de donos de automóveis é caso para a área de proteção ao consumidor do Ministério da Justiça? Para o Procon? Procuradoria Geral da República? Quem freia as perigosas e inexplicadas bobagens oficiais?

ÔNIBUS – Marcopolo vendeu 300 ônibus à Nigéria. Base Scania em 250 urbanos Viale, 50 micros Volare com chassis próprio. No país desde os anos 80, empresa criou imagem de resistência, confiabilidade e conforto superiores.

CONSELHO – Mercado se reaquece crescendo 20% nos dois primeiros meses; há pontos de favorecimento à aquisição de carros 0 km; e pergunta maior: você pode – e deve – comprar um 0 Km? Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros fez vídeo sobre o tema. Está em Youtube Dinheiro à Vista.

FESTA – Fábrica de motores da FCA em Campo Largo, PR, adquirida à extinta Tritec – joint venture entre Daimler Chrysler e a BMW –, completou 10 anos de operação com produtos Fiat, os motores EtorQ, de Fiats e Jeeps. Foi a primeira a utilizar robôs para os motores, e os princípios do processo Indústria 4.0. Tem láureas de operação limpa.

TECNOLOGIA – Moura, em colaboração tecnológica com a norte-americana East Penn, desenvolveu bateria para motoniveladoras e pás carregadeira Caterpillar. Encomenda inicial 4.000 unidades/ano. Trabalho exige resistência, e comprador, qualidade. 6v, 12 v, 24 v? Fábrica não informa.

REALIDADE – Vendo o carro autônomo como realidade até 2020, especialistas lançaram primeiro livro científico sobre o tema: Direção autônoma: como a revolução autônoma mudará o mundo. Autores de elevada qualificação acadêmica Andreas Herrmann, Walter Brenere e Rupert Stadler, este presidente do Conselho de Gestão da Audi. Interessado em cópia de revisão? julia.wegner@jvm.ch

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