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17/06/2009

Os milagres - Paulo Ricardo Mubarack

Observando pessoas que são promovidas a gerentes, vejo que a maioria não foi treinada para o cargo e nem conhece muitas vezes a parte técnica da área que vai gerenciar.

Observando pessoas que são promovidas a gerentes, vejo que a maioria não foi treinada para o cargo e nem conhece muitas vezes a parte técnica da área que vai gerenciar.

Em certa ocasião, assisti à seguinte cena em uma indústria de grande porte em Santa Catarina: foi promovido a gerente de logística o gerente de TI, que nunca gerenciara este tipo de atividade e conhecia apenas o sistema informatizado da área. Quando entrei em sua sala, ele, há duas semanas no cargo, estava rodeado de pessoas, todas demandando alguma decisão sobre assuntos que ele não conhecia. Havia três livros sobre sua mesa para estudar logística (não se sabe quando).

A empresa disse que era um desafio e pediu que o cara mapeasse os processos, atingisse metas e fizesse melhorias, além, é claro, de tocar a rotina. É como se pegássemos o vigia de um aeroporto, colocássemos no comando de um avião em pleno vôo (muitas vezes com tempo ruim) e enquanto ele tentava segurar o avião, um consultor berrasse no ouvido dele? Mapeie o que você está fazendo, economize combustível, treine o co-piloto e os comissários e padronize tudo, cara!

Muitos gerentes e diretores não conseguem resultados porque não sabem o que fazer, simplesmente isto! Como estão agarrados no seu cargo, não falam a verdade e têm dificuldades para procurar ajuda, ou por medo ou por arrogância. Alguns são tão despreparados que acreditam no seu conhecimento. Padecem da ignorância dupla, citada pelos gregos: NÃO SABEM QUE NÃO SABEM. Obviamente, os resultados são pobres e novas tecnologias e métodos de gestão não conseguem ser implementados. A conseqüência mais grave é o atrofiamento das empresas.
A solução é simples mas pouco utilizada: se o novo gerente não conhece profundamente a área onde vai atuar, ele deve ser treinado. Contratar uma consultoria especializada no assunto é uma excelente solução. O papel da consultoria será, além de treinar o novo gestor, desenhar os processos, criar indicadores, escrever procedimentos e manuais de treinamento e implantar todo o sistema.
O gestor deverá ser treinado em gestão (princípios fundamentais de gerenciamento, reuniões eficazes, gestão de pessoas, técnicas de feedback etc.). Se alguém achar caro e lento este processo, tente fazer como a empresa de Santa Catarina, que amargou enormes prejuízos em logística e ainda precisou demitir o gestor, desmoralizado no novo cargo. Ah, ia esquecendo: quem vive de desafios é lutador de boxe. Gestores não precisam de desafios: precisam de metas ousadas mas factíveis e de muito treinamento.
*Paulo Ricardo Mubarack é consultor de gestão, qualidade, administração de pessoas, rh, iso 9001 e autor do livro Empresas Nuas. Veja www.mubarack.com.br.

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Na década de 1950 Joseph Wolpe, psiquiatra sul-africano, desenvolveu um método bem sucedido para tratamento de fobias ao combinar técnicas de relaxamento com situações imaginárias de medo experimentadas pelos pacientes. Por exemplo: se o paciente tinha medo de avião, Wolpe iniciava um trabalho de relaxamento profundo. Relaxado, o paciente era convidado a imaginar-se num aeroporto, olhando aviões.

Suportando a idéia, o paciente ia para a fase seguinte, imaginando-se andando em direção ao avião. Depois vendo uma escada em sua frente. Em seguida, imaginava-se subindo a escada. Depois olhando dentro do avião. Em seguida entrando e assim sucessivamente, até chegar à situação imaginária de pânico em que o avião enfrentava turbulências. Segundo o doutor Wolpe, o relaxamento e a tensão se anulavam, acabando com a fobia. O método recebeu o nome de "inibição recíproca" e também "dessensibilização sistemática."

| 06/07/2010

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O crescimento econômico acelerado dos últimos meses vem expondo cada vez mais as carências crônicas da infraestrutura nacional. Por exemplo, os problemas de logística, gerados pelas debilidades das rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, malhas viárias urbanas etc. e que causam congestionamentos em cidades, estradas, portos e aeroportos. Há também uma burocracia excessiva com a exigência de documentações desnecessárias. E nossos fretes para exportação e importação são muito mais caros que os padrões internacionais.

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| 18/06/2010

Fábrica de líderes

Em minhas andanças pelos EUA conheci um conceito interessante: a "fábrica de líderes". Meu interlocutor contou que algumas organizações investigavam junto às escolas, clubes e outras entidades, os jovens com potencial para serem líderes. Identificados, eles eram convidados a participar de um processo educacional diferenciado, uma espécie de "fábrica de líderes", de onde sairiam os homens e mulheres que dirigiriam as grandes organizações dos EUA. Achei o máximo.

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