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Opinião | Joel Leite |

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Joel Leite

23/02/2018

Novo consumidor quer tecnologia útil e relevante

Planejamento do Cronos levou em conta visão da geração mais jovem, que busca mais recursos no carro

Não é novidade que a tecnologia é fator primordial na opção do consumidor quando vai comprar um carro zero. Tanto que, como já comentamos aqui, fatores que antigamente eram decisivos na opção de compra, hoje perderam a prioridade. E eu estou falando de itens importantes, como design, potência, acabamento...

Até modelo e marca do carro acabam se tornando valores secundários para muitos clientes da nova geração, que colocam em primeiro lugar a tecnologia, a facilidade de comunicação a bordo. E não basta qualquer novidade. As montadoras estão detectando que o consumidor vai fundo na pesquisa sobre as novidades que aquele modelo ou marca estão oferecendo.

O pessoal da FCA que desenvolveu o pacote de equipamento do Cronos, o sedã da Fiat lançado na quinta-feira, 22, verificou que esse novo consumidor busca equipamentos e sistemas que realmente tragam benefícios, querem um conteúdo tecnológico que seja útil e faça diferença no dia-a-dia a bordo, quer dizer: o cliente não está mais interessado num aparente benefício; o carro precisa ter uma proposta relevante; ter algo que realmente acrescente.

No caso do Cronos, entre outras coisas, a Fiat introduziu tela multimídia de sete polegadas e sensor de pressão dos pneus de série em todas as versões (são duas opções de motor: 1.3 e 1.8). Sensores de chuva, crepuscular (que acende o farol quando escurece) e de ofuscamento, além de controle de tração, de estabilidade e assistente de partida em rampa - que impede que o carro se desloque para trás na saída numa subida íngreme. Para finalizar, tem ainda o sistema Start-Stop, que desliga o motor quando o carro para, economizando combustível e reduzindo as emissões.

CRONOS BRIGA NUM SEGMENTO EM QUEDA


Embora importante no mercado brasileiro, com cerca de 14,6% de participação, os segmentos dos sedãs – de entrada e compactos – enfrentam um momento de queda no mercado. Eles também foram atingidos pela preferência do consumidor pelos utilitários esportivos.

Enquanto mercado cresceu 9,4% no ano passado, os sedãs de entrada perderam 1,9 ponto porcentual de participação. Foram vendidas 275.712 unidades e o segmento ficou com 12,7% de participação, contra 14,2% no ano passado, quando foram emplacados 281.424 veículos da categoria.

Os sedãs compactos perderam menos: venderam um volume próximo de 2016. No ano passado foram 40.241 e no ano anterior 40.729. O modelo mais vendido é o Prisma, com 68.992 unidades em 2017. A seguir vem o Voyage, com 40.822, o HB20s com 32.233, o Etios com 31.396 e, em quinta colocação, o Ka (27.656).

Seguem o Logan com 26.017 unidades, o Grand Siena com 24.958 e o Versa com 23.370. Todos eles vendem mais do que o mais vendidos dos sedãs compactos, que são o Cobalt (22.949) e o City, com 15.977 unidades no ano passado.

SETOR DE MOTOS PREVÊ CRESCIMENTO


Se as vendas de motos seguirem o ritmo verificado em janeiro, a previsão dos fabricantes está totalmente equivocada. A expectativa traçada no início do ano foi de crescimento de apenas 1,6% nas vendas ao varejo, muito abaixo do que o mercado mostrou no primeiro mês do ano.

Com 76.993 unidades vendidas, janeiro apresentou uma alta de 13,9% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 67.596 motocicletas. O resultado é o melhor dos últimos três anos para o mês de janeiro.

“Desde 2014 as vendas não começavam com números positivos e isto evidencia que as projeções de retomada vão se consolidar ao longo de 2018”, comemorou Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a associação dos fabricantes. Os números foram praticamente iguais aos de dezembro, que foi o melhor mês de 2017 (redução de apenas 0,6%).

As exportações também iniciaram 2018 com o pé direito: alta de 42,6% sobre janeiro de 2017 e de 15,8% sobre dezembro. Estava mais do que na hora de uma retomada de crescimento no setor de motos, que já teve mais de dois milhões de unidades vendidas, isso em 2011, e que caiu pela metade: em 2017 foram apenas 850 mil.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

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