ANÁLISE

AUTOINFORME

Cadeirinha infantil poderá ter airbag


Tecnologia de segurança avança, mas ainda precisa ser adotada amplamente


A indústria está projetando uma cadeirinha de criança para uso no carro que incorpora airbag. O objetivo de proteger com mais eficácia os pequenos em caso de acidentes. O dispositivo tem fixação reforçada no banco do carro e duas bolsas de ar laterais. O principal foco é garantir proteção do chamado efeito chicote (quando a cabeça da criança é jogada violentamente para frente e para trás, o que pode provocar lesões no pescoço). Além disso, o recurso pretende evitar que ela seja lançada para fora da cadeirinha na hora do impacto.

O sistema reduz em até 50% as forças exercidas sobre a nuca do bebê em situações de choque. A criança está sempre mais exposta aos perigos no trânsito, por causa da sua fragilidade física. Diante disso, tecnologias para amenizar as conseqüências de um acidente são sempre bem vindas.

Nessa linha, existe a proposta de um porta-bebê para ser instalado na motocicleta. O sistema, ainda em testes, busca garantir total segurança no transporte de crianças sobre duas rodas.

Fica claro que propostas de segurança para os pequenos nos veículos não faltam. A questão é que não basta desenvolver a tecnologia e não aplicá-la no dia a dia. O Conselho Nacional de Trânsito regulamentou a exigência de cadeirinhas no transporte escolar a partir de 1º de fevereiro de 2016. Os donos de vans, no entanto, se revoltaram, disseram que os veículos atuais já são seguros e que a cadeirinha reduziria em 40% o número de crianças que poderiam ser levadas.

BRASILEIRO VALORIZA O MEIO AMBIENTE
Um em cada três consumidores do Brasil, Índia, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido prefere marcas que impactem positivamente a sociedade e o meio ambiente. O curioso dessa pesquisa, feita pela Unilever, é que o brasileiro é o que mais considera as questões sociais e ambientais: 88% afirmam se sentir melhor quando compram produtos fabricados de maneira sustentável. Nos Estados Unidos essa porcentagem é de 53%.

A indústria automobilística desenvolve projetos sociais e ambientais e fazem deles um espelho da sua atuação em apoio à sustentabilidade. Veja alguns exemplos:
- Poço de Carbono, da Peugeot, que recupera área devastada em Alta Floresta, na Amazônia;
- Cooperárvore, da Fiat, que desenvolve programa de reciclagem de materiais;
- Produção de energia eólica pela Honda na cidade de Xangrilá, no RS, que compensa toda a energia usada na fábrica de Sumaré;
- Conservação de corais e de peixe-boi em Alagoas feita pela Toyota;
-Projetos de desenvolvimento profissional da Mercedes-Benz e de Educação de trânsito da Renault.

CAMINHÕES EM QUEDA LIVRE
O que salvou a indústria automobilística em janeiro foi a exportação, cresceu mais 50% e absorveu a produção. Porque o mercado interno continua fraquíssimo, pior que janeiro do ano passado, que já foi péssimo. Pior ainda foram as vendas de caminhões, que chegaram a 13 mil unidades por mês em 2011 e caíram para menos de três mil.

Apesar de tudo, os fabricantes acreditam que a previsão de safra agrícola recorde este ano deve incrementar a demanda por veículos comerciais nos próximos meses.

MEDO DE TRUMP
A onda de protecionismo dos Estados Unidos de Trump preocupa a Kia, que investiu US$ 3 bilhões numa fábrica no México para exportar ao “irmão do Norte”. Trump poderá impor tarifa máxima de 35% de importação (a mesma que pagam os carros estrangeiros vendidos no Brasil), percentual definido pela OMC. Hoje o imposto de exportação do México para os Estados Unidos é zero.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

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