ANÁLISE

AUTOINFORME

Indústria teme ação de hackers em carros autônomos


Desenvolvimento implica na criação de softwares de gestão eficiente


Especialistas em tecnologia automotiva têm expressado temor de ação de hackers no funcionamento de carros autônomos, tecnologia que já está ganhando as ruas em vários países. Assim, o desenvolvimento de carros autônomos implica na criação de softwares de gestão mais eficientes.

“Um hacker poderia tomar o controle remoto de um carro autônomo e desviar a trajetória inicialmente traçada pelo usuário” disse um professor Universidade de Columbia, nos Estados Unidos ouvido pela agência Flash de Motor. “O táxi do futuro – continuou –não terá motorista e poderia ocorrer que alguém modificasse o seu itinerário durante a corrida sem que o passageiro pudesse interferir no controle do carro”.

Porta-vozes do Google acreditam que um dos problemas do carro autônomo é a necessidade de desenvolver sistemas operativos blindados contra hackers, vírus e assistência remota inesperada, incorreta ou não desejada.

Especialistas dizem que um vírus que altere o comportamento de um carro em movimento seria desastroso, ao contrário de um vírus que invade, por exemplo, um sistema financeiro, onde os estragos podem ser corrigidos.

Em setembro do ano passado o carro autônomo da Google foi envolvido num acidente por culpa de um terceiro. Já houve choques leves com carros autônomos da Uber nos EUA, mas o acidente mais grave ocorreu com um Tesla que matou o usuário. Em nenhum desses casos, no entanto, houve interferência de hackers.

Uma alternativa para a gestão do funcionamento dos carros autônomos seria a criação de um sistema que confirmasse as funções em caso de um desvio do caminho traçado. Um carro autônomo da Tesla detectou recentemente um risco que gerou um acidente e seu sistema não estava configurado para evitar. O carro “sabia” que ia bater, mas não estava configurado para descumprir a ordem recebida inicialmente de seguir naquela direção.

Inflação do Carro tem alta de 6,42% no ano

A Inflação do Carro fechou 2016 com um índice bem próximo ao IPC da Fipe, na verdade um pouco abaixo: o levantamento dos preços feito pela Autoinforme registrou alta de 6,42% em 2016, enquanto a Fipe registrou numa inflação de 6,54%.

O preço do álcool oscilou durante o ano todo, variando conforme a safra e entressafra da cana de açúcar. A gasolina começou o ano subindo e quando, em outubro, caiu o preço nas distribuidoras, esperava-se que houvesse repasse para o consumidor, mas não foi o que aconteceu e o preço da gasolina continuou em alta.Os itens que mais subiram de preço no ano passado foram: pastilha de freio (10,5%), álcool (9%), amortecedores (8,37%) e pneus (+7,59%).

Crescimento dos SUV’s

O utilitário esportivo é o segmento que mais cresce no Brasil. Saltou de 6,2% do mercado total em 2010 para 14,9% em 2016. Os mais vendidos em 2016 foram o Honda HRV e o Jeep Renegade. Veja a evolução das vendas do carro que está encantando os brasileiros:

2010: 6,2%
2011: 7,0%
2012: 7,2%
2013: 7,8%
2014: 8,8%
2015: 12,5%
2016: 14,9%

Nada de visita

A internet contribui cada vez mais para levar informações ao consumidor. Uma pesquisa feita por uma marca francesa no Brasil registrou que caiu quase pela metade o número e visitas que o consumidor faz antes de comprar um carro zero. Há dois anos o comprador visitava, em média, quatro concessionárias antes de decidir pela compra. Hoje, visita duas.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

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