ANÁLISE

AUTOINFORME

Previsões já sucumbem na 1ª quinzena de janeiro


Mercado contraria rápido as projeções de crescimento


As previsões de que a indústria e os distribuidores de veículos fazem para 2017 são positivas. Pelo lado dos fabricantes, a Anfavea indica aumento de vendas de carros e comerciais leves de 4%, enquanto os concessionários representados pela Fenabrave apostam em expansão de 2,4%.

O estudo feito por essas entidades é um indicador para o setor, que com base nele se organiza em produção e estratégia de vendas para o novo período. Mas a avaliação é feita com base nas atuais situações política e econômica do País, o que pode mudar do dia para a noite. Uma mudança na taxa de juros, uma troca de ministro, um golpe parlamentar, tudo pode levar a alterações nas previsões. Por isso não é confiável apostar nos números divulgados. Tanto que o setor tem errado redondamente nas suas previsões.

No ano passado, a Fenabrave apostou em queda de 5,7% e a Anfavea em menos 7,3%. O mercado caiu 19,8%!

Este ano, parece, não será diferente. As vendas na primeira quinzena de janeiro indicam que 2017 será ainda pior do que 2016, se o ritmo persistir. Foram vendidos 71.021 carros e comerciais leves entre os dias 1 e 16 deste mês, o que dá uma média diária sofrível, de 6.456 unidades – para você ter uma ideia do que isso representa, saiba que em nenhum mês de 2016 as vendas ficaram abaixo de 7 mil unidades por dia. E com o feriado paulistano de 25 de janeiro, a segunda quinzena deverá ter um volume de licenciamento ainda menor.

O volume licenciado na primeira quinzena é 6,6% menor do que no mesmo período do ao ano passado e 33% menor do que a primeira quinzena de dezembro último.

MUDANÇAS

A liderança no ranking por marca permanece com a GM (19,8%), que deixou Fiat (14,2%) e Volkswagen (13,5%) bem para trás. A alteração foi a queda da Hyundai (de quarto para quinto) e a subida da Toyota. No ranking por modelo, o Toyota Etios entrou pela primeira vez na lista dos mais vendidos.

O ranking de 2016 estratifica as dez marcas mais vendidas em quatro grupos distintos: o primeiro é das líderes, GM e Fiat, que têm participação acima de 15%. O segundo grupo reúne Volkswagen, Hyundai, Toyota e Ford, na faixa entre 9% e 12%. Em seguida aparecem Renault e Honda (de 6% as 7%) e, fechando a lista das dez, Nissan e Jeep na faixa dos 3%. Caiu, portanto, o mito das “quatro grandes”.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

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