ANÁLISE

AUTOINFORME

Um em cada quatro táxis tem problemas nos freios


25% dos táxis e vans escolares são reprovados na inspeção obrigatória


Grande parte dos táxis e das vans escolares que rodam em São Paulo tem problemas de segurança, revela levantamento feito pela Associação Nacional dos Organismos de Inspeção, a Angis, com base nas inspeções obrigatórias feitas junto a essas categorias.

Um de cada quatro veículos não foi aprovado na inspeção do sistema de freios no primeiro semestre deste ano e 12% estavam com o sistema de amortecedores comprometido.

O presidente da Angis, Francisco Carlos Lopes, considera que a inspeção obrigatória anual para táxis e semestral para veículos escolares é fundamental para garantir a segurança dos usuários: “Um veículo de uso público precisa estar 100% seguro; o usuário não pode correr riscos”.

O dirigente, no entanto, considera que o nível de reprovação não é alto. “O transporte controlado pela inspeção veicular é um dos mais seguros mundo. Há três anos que não é registrado nenhum acidente grave, destacou Lopes.

A idade da frota e a manutenção preventiva são fatores fundamentais na segurança dos usuários. Lopes lembra que há grande diferença de segurança em veículos conforme a região da cidade, revelando que os táxis que rodam na Zona Sul apresentam menos problemas que os que rodam na Zoina Leste, onde, ele conclui, estão os veículos mais velhos.

Pneus gastos e rodando sem calibração é outro dos graves problemas apontados pela inspeção oficial. 12% dos carros e vans escolares avaliados apresentaram problemas com os pneus, assim como com o freio de estacionamento, com 11% de reprovação.

Esses são os quatro itens mais problemáticos na frota paulistana. Mas foram encontrados problemas também na parte elétrica, com lâmpadas queimadas e mau contato, faróis, cintos de segurança, limpador de para-brisa, luzes de seta e emergência, película, alinhamento, entre outros (veja a lista mais abaixo).

Outro ponto positivo em relação a segurança veicular é a mudança da cultura do usuário no Brasil. “Antigamente o motorista chegava num posto de inspeção já tentando subornar o técnico para que ele não reprovasse o carro. Hoje o comportamento do usuário mudou. Ele aceita a avaliação e agradece por ter sido alertado dos problemas de segurança do seu carro.”

Além disso, as empresas de inspeção são monitoradas com registro fotográfico de todo o processo de avaliação. O controle passou da fala do técnico para o registro fotográfico.

A inspeção anual é obrigatória para ônibus de fretamento, táxi e carros com GNV e semestral para vans escolares.



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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

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