ANÁLISE

AUTOINFORME

Bora acelerar o carro elétrico


Consumidor poderá conhecer a tecnologia no Salão de Elétricos, em setembro


O carro elétrico ganha espaço na mobilidade urbana e já é comum em vários países. Nas grandes cidades japonesas já existem mais postos de recarga de bateria para carro elétrico do que postos de gasolina. O Brasil ainda está longe de ter uma estrutura que permita rodar com um modelo com a tecnologia e abastecê-lo sem problemas. Tem meia dúzia de postos e outro tanto de carros andando por aí, a maioria em caráter experimental.

Mas como o carro elétrico vai fazer parte do nosso dia a dia, cedo ou tarde é melhor conhecer como funciona essa tecnologia de zero emissão de poluentes. A oportunidade está aí: mais de 30 fabricantes e importadoras vão oferecer seus produtos para test-drive durante o Salão do Carro Elétrico, de 1 a 3 de setembro no Expo Center Norte, em São Paulo.

Vai ter de tudo: carro de passeio elétrico, bicicleta, patinete, moto, scooter. Os visitantes poderão experimentar a sensação de dirigir um carro de emissão zero e também de barulho zero. É muito interessante: com o vidro aberto você ouve só o contato dos pneus no asfalto e o vento.

“Será uma maneira de colocar o consumidor em contato com novas tecnologias. É certo que veículos elétricos e híbridos são minoria ainda, mas é fundamental que os brasileiros conheçam os produtos de zero ou baixíssima emissão veicular. As cidades precisam ter alternativas, com reduções mais expressivas de gases de efeito estufa”, disse Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE – Associação Brasileiro do Veículo Elétrico.

Dados do Emotive, o programa de mobilidade elétrica da CPFL Energia, mostram que o carro elétrico gera economia de até 84% nos gastos com combustível em comparação com automóveis similares a combustão. A conclusão foi obtida após avaliações com modelos da Renault. Em quase dois anos, rodando 6,1 mil quilômetros, o Kangoo elétrico gastou R$ 930,00 (a preço de energia industrial). A mesma quilometragem com o carro a gasolina gastaria R$ 5,95 mil.

O teste de 6,2 mil km com o Renault Zoe resultou num acréscimo de R$ 1.028,69 na conta de luz residencial. Um veículo similar a gasolina gastaria R$ 2,294 mil na mesma quilometragem, economia de 55%. Só essa redução de emissões resultou em 876 quilos de CO2 a menos na atmosfera, segundo a CPFL. Os dados mostram que, na média, o valor do quilômetro rodado de um carro a combustão é de R$ 0,30, enquanto o de um carro elétrico é de R$ 0,10.

O estudo indica ainda que a preocupação com o impacto que o carro elétrico pode causar na demanda por energia não é tão grande como parece. As projeções iniciais da CPFL apontam que o uso dessa tecnologia ampliaria o consumo de energia entre 0,6% e 1,6% no Sistema Interligado Nacional em 2030, quando as previsões indicam que a frota de carros elétricos pode alcançar entre quatro e 10 milhões de unidades.

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

Comentários: 1
 

newton
21/07/2016 | 23h29
Pois é, o que me surpreende é nem se ouvir falar no uso da energia solar como fonte para a energia elétrica veicular, isso por aqui, claro. Conciliando a energia solar residencial com a veicular, com fontes fotovoltaicas em estacionamentos de rua, prediais, etc, acredito que os custos seriam substancialmente reduzido. Mas parece que já há um grande lobby global entre as empresas de energia elétrica e as montadoras tradicionais. País pobre, terceiro mundista, constantemente chamado de republiqueta, esnoba os pobres e dá atenção aos veículos caros. O Brasil está cada vez mais distante de países desenvolvidos, mas insiste em querer ser da mesma turma. In my opinion.

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