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Opinião | Ingo Pelikan |

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Ingo Pelikan

Cadeia produtiva não pode perder competitividade

Mesmo na crise é preciso investir em treinamento e novas soluções

Não existe mercado que resista a falta de qualidade. Todos os elos da cadeia automotiva precisam ter consciência da importância de preservar deste fator em seus produtos e processos, ainda mais em tempos de extrema dificuldade como o atual. Afetadas pela instabilidade econômica, empresas brasileiras (indústria, comércio e serviços) cortam pessoas aqui e reduzem treinamentos ali enquanto outros mercados operam a todo vapor e avançam a braçadas na chamada competição global.

O setor precisa aumentar os esforços para que, em hipótese alguma, a qualidade de nossa indústria seja prejudicada. É necessário manter e aperfeiçoar mesmo em momentos de baixa, afinal o mercado global de veículos não espera, mas responde às nossas chamadas, exigindo cada vez melhores pessoas, produtos e processos. Por aqui as máquinas continuam funcionando e talvez precisem rodar em outra velocidade, mas devem rodar.

Hoje empresas com capacidade de exportação conseguem realizar negócios muito em função da qualidade. Por mais que sejam inevitáveis algumas adequações nos quadros de funcionários, as indústrias precisam investir nesse período também. Acomodações de mão de obra fazem parte das estratégias de cada empresa em momento de crise, mas é importante continuar a oferecer qualificação com novos treinamentos para que seja possível competir no mercado global, acompanhar avanços tecnológicos e se preparar para a retomada.

Vamos fazer um exercício de olhar adiante. Na retomada do crescimento, postos de trabalho precisarão ser preenchidos. Certamente não será tarefa das mais fáceis. Até as empresas conseguirem atrair de volta profissionais especializados, que já migram para outras indústrias ou atividades, e montar equipes com as expertises e os conhecimentos requeridos, os prejuízos provavelmente sejam maiores do que os ganhos, isto se a velocidade permitir.

Neste momento, a qualidade também deverá estar acoplada à mão de obra. Fala-se muito da qualidade do produto, do processo e do serviço, deixando um pouco de lado a qualidade das pessoas. Fato é que o setor automotivo como ciência exata em produtos precisa de profissionais 100% conectados ao modelo de gestão. Pouco adianta dispor de produtos e processos ideais se não houver pessoas qualificadas para executar as operações.

Hoje as indústrias brasileiras buscam ganhos de competitividade e produtividade para aumentar as suas oportunidades de exportaçã. Para competir no mercado global de veículos, todos precisam oferecer produtos que sejam compatíveis com os desenvolvidos lá fora. Precisam oferecer soluções e tecnologias globais. Para tanto, o caminho é conhecido: aprimorar a qualidade, visando padrões internacionais de excelência, para conquistar maior reconhecimento mundial.

É inquestionável que avanços na produtividade e na competitividade estão diretamente ligados à qualificação das pessoas assim como ao aprimoramento de processos e produtos. Investindo em treinamentos, as indústrias crescerão em qualidade e passarão a ser mais competitivas neste acirrado mercado. Esses e outros assuntos serão discutidos durante o 4º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, que acontece dia 19 de setembro, em São Paulo. Rumo ao trabalho!

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