ANÁLISE

RH E VIDA CORPORATIVA

Antídoto para a crise


Melhorar a educação é o caminho mais promissor para o futuro do Brasil


O Brasil é um país de mais de 200 milhões de habitantes, um dos maiores mercados do mundo. Pelas nossas carências estruturais, saneamento, habitação, estradas, educação, saúde pública, temos um potencial de crescimento ímpar. A bolsa de valores sinaliza com clareza que, colocadas em ação medidas que garantam a retomada do crescimento, os investidores nacionais e estrangeiros voltarão sua atenção ao País.

Não há como dar as costas a um mercado consumidor desta magnitude. Por isso as oportunidades reaparecerão, os empregos voltarão a crescer e o bom humor retornará. Mas temos algo para apreender com tudo isso: o que torna o país virtuoso é a ética. Em tudo e em todos. O Brasil precisa se reinventar num contexto ético, onde seu povo possa usufruir dos frutos de seu trabalho com dignidade.

O pilar mestre dessa construção é a educação. Precisamos ser vigilantes e exigir do poder público educação de qualidade. Não há agente transformador mais poderoso. É o maior gerador de riquezas e igualdade social. Cada brasileiro deveria desenvolver verdadeira adoração pelo tema e dedicar-se a ele como o mais importante insumo de um futuro melhor. Precisamos adotar escolas, vigiá-las, garantir que o currículo seja adequado aos valores de nossa sociedade. Quando ouço falar do assunto máfia das merendas e vejo o calibre dos nossos representantes na câmera dos deputados, me dou conta de quanto temos de mudar e construir.

Não é tão difícil. Basta cuidar do ensino fundamental e propagar o conhecimento no mundo da informação para todos. Existem aulas primorosas sobre os mais diversos temas na internet. Projetos de escolas públicas deveriam nortear-se por modelos contemporâneos, testados em outros países, adaptados a nossa realidade. Escolas tem de ser centros comunitários de excelência onde se aprende a conviver em sociedade, a respeitar o que é público, qual o valor da educação para uma vida descente e digna. Acima de tudo, um lugar ético.

Manter a escola deve fazer parte da rotina de todos os estudantes e de suas famílias. Todos têm que pôr a mão na massa. Colégios particulares deveriam ser exceção. A excelência tinha de vir da coisa pública. Políticos deveriam ser eleitos por sua capacidade de promover educação de qualidade. É isso que muda um país.

A internet é hoje a maior ferramenta social do mundo. Com ela trazemos à luz do dia os desmandos de uma classe política que nos enoja, nos envergonha. Precisamos dar espaço aos bons exemplos, como nosso agronegócio, que tem potencial para transformar a vida de milhões e milhões de pessoas. Precisamos acabar com a exploração de todos os brasileiros por um sistema econômico injusto, de juros extorsivos e indecentes, cobranças de serviços dúbias, enfim, trocar essa roubalheira por um modelo ético. Para tirar proveito dessa poderosa ferramenta, precisamos ensinar a todos como usá-la e garantir que todos os brasileiros tenham acesso.

O governo existe para coibir abusos, regular mercados, não para apoderar-se da riqueza do povo e alimentar esquemas de corrupção. É preciso que cada brasileiro tenha no seu coração o antídoto da vigarice, da safadeza. Precisamos educar nossos filhos para um futuro virtuoso onde possamos viver com dignidade e orgulho dessa nação maravilhosa, que espera apenas um pequeno salto de conduta de cada um de nós para entregar seus frutos, suas benesses, a todos que a tratarem com gratidão. Educação de qualidade e para todos é a receita para um Brasil moderno e pujante. Precisamos fazer disso o item número um de nossa agenda política e social.

Comentários: 3
 

Sidclay da Silva
20/04/2016 | 16h36
Parabéns pelo texto, concordo plenamente.

Eduardo Campos
25/04/2016 | 10h45
Concordo 1000%. O problema é que enquanto tivermos governantes que pensam só em seu próprio benefício, que compram os eleitores ignorantes e que não têm o menor interesse em promover a educação tal qual como você descreve, não chegaremos a lugar nenhum. A educação do jeito que está hoje, salvo raras exceções, somente promove mais ignorancia. Que pena!

Fred
29/04/2016 | 08h57
Concordo! Excelente artigo! Investimento em educação não deve ser um plano de direita, esquerda, centro ou qualquer lado político. Deve ser O plano forte e sólido, básico, fundamental e permanente de toda e qualquer gestão pública, pois seus efeitos para nossa cultura demorarão décadas, já que escolas formam cidadãos e famílias que geração a geração o conjunto família-escola passará a formar cidadãos e um círculo virtuoso ganha força. Não pode ser prioridade de um governo e do outro não ou até mesmo de uma gestão e na outra não de um mesmo governante e partido, de um estado sim de outro não, de um município sim de outro não, de um momento ou partido sim e de outros não. Gestão da Educação não pode ter lado, decisão de prioridade ou momento! Neste ponto considero como maior barreira vencer egos e vaidades políticas em prol do coletivo.

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